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Para um país dividido como o Brasil, restam poucas saídas.

Manifestantes na Av. Paulista/Gazeta do Povo

As manifestações pró-governo ocorridas por todo o Brasil, no último 07 de setembro, mostraram um país dividido e com pautas profundamente antagônicas.

 Apesar de toda a campanha de oposição encampada pela grande mídia brasileira, felizmente não aconteceu o que os arautos do apocalipse previam.

Ao contrário do que vociferou o discurso dos analistas políticos e jornalistas ativistas, que ganham cada dia mais espaço nos principais veículos de comunicação nacional, as manifestações, embora contassem com movimentos antagônicos, foram pacíficas e o suposto "golpe de Estado" que seria dado por Bolsonaro, não passou de mera verborragia, algo típico da personalidade polêmica do presidente. Aliás, não é de hoje que a pecha de ditador e golpista recai sobre o ex-deputado.

Desde 2018 a polarização política no país vem se acentuando e isso é sem dúvida um péssimo sinal para a estabilidade democrática do país, o que certamente afeta diretamente a vida da população, considerando que a falta de consenso, motivada por rinhas políticas, atrapalham bastante o foco em pautas que interessam de fato ao dia a dia das pessoas.

O cenário que se desenha para o pleito de 2022 é no mínimo desalentador, em virtude da falta de novas lideranças capazes de reconduzir o país ao ponto de equilíbrio de retomada da harmonia entre os poderes. Porém, existe um recado muito claro dado pelo movimento que foi para as ruas na última terça-feira (07) defender o governo. Recado este que, se ignorado por aqueles que aspiram manter o status quo do poder político, pode custar a própria permanência no jogo.

É explícito que o governo Bolsonaro conta com um apoio popular muito forte e que o presidente aposta todas as suas fichas para garantir a reeleição, visto que  os esforços da oposição em enquadrá-lo em crime de responsabilidade não prosperaram até hoje. Essa é uma dura verdade que talvez, dada as condições em que se encontra a opinião pública, seja difícil de aceitar. 

Li vários comentários de pessoas rechaçando o uso dos símbolos nacionais pelos manifestantes. Ressalto que o uso das cores da bandeira não foi uma invenção dos bolsonaristas. Se voltarmos em 2016, veremos que os manifestantes que pediam a saída da presidenta Dilma Vana Rousseff, costumavam ocupar as ruas trajando as mesmas cores.

Inclusive, o que levou o polêmico deputado Jair Bolsonaro ao Planalto, foi exatamente a capacidade que o mesmo teve de entender o sentimento que predominava no país naquele momento. Sentimento este que a esquerda não conseguiu apreender, preferindo insistir na estratégia difamatória e naquelas velhas pautas de sempre.

Embora as estatísticas insistam em formatar a preferência do eleitor com base em números completamente descolados da realidade (como também aconteceu em 2018), o movimento iniciado em 2016 segue ainda mais forte e deixa claro que 2022 seguirá marcado pela polarização política, ainda que alguns daqueles que participaram do "vem pra rua", se aglutinem à terceira via, como é o caso do MBL.

O Brasil anda longe de ser o país dos sonhos, mas também não é o pior dos lugares para se viver (como alguns pensam), visto que a política mundial também passa por grande crise. 

Porém, observando a escalação daqueles que disputarão o jogo político no próximo ano, restam poucas saídas para o país. Enquanto isso, vamos tocando os dias, pagando a conta desse hospício em que se transformou a política nacional.


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